O Corpo Dividido
Alex havia acabado de acordar, não era capaz de esquecer aquele fatídico dia, quando percebeu suas mãos já estavam sujas de sangue e não havia mais volta, não conseguira conter seu lado psicótico e matou seus próprios pais.
Naquela manhã tinha acabado de se arrumar para ir ao trabalho quando percebera que não estava sendo o mesmo de sempre, ele ouvia vozes, uma de suas personalidades estava tentando tomar conta de seu corpo, era a pior delas, as vozes lhe mandavam fazer coisas terríveis mas ele sempre foi capaz de vencê-las, sua vida sempre foi normal, teve uma infância feliz, nenhuma adversidade em casa e nunca teve problemas financeiros, mas infelizmente nascera com uma condição médica que fazia com que seu cérebro funcionasse como mais que um único ser, eram quatro no total, o primeiro era Alex o que estava na maioria das vezes no comando, um homem comum seguidor das leis e que sempre buscava dar o melhor de si em absolutamente tudo, o segundo era Jason, sempre funcionando como seu principal alter ego, uma versão melhorada de Alex, mais focado, inteligente e carismático, sempre entrava no comando quando Alex não era mais capaz de conduzir seu dia, o terceiro era Philip, um sociopata capaz de fazer de tudo para passar por cima dos outros, apenas conseguiu entrar no comando duas vezes e nessas duas causou grandes sucessos e tragédias sendo eles duas promoções e a perda de vários amigos e colegas respectivamente, o último era Walter, muito inteligente, era frio e calculista, um psicopata e psicótico que fazia de tudo para entrar no comando, era o mais poderoso depois de Alex, se conseguisse ter controle total do corpo, com certeza seria um serial killer dos mais horrendos, todos os dias ele forçava Alex a causar o pior que podia, dês de causar incêndios em locais públicos ou mesmo abandonados até maltratar animais, uma de suas piores façanhas foi colocar fogo em um cachorro vivo até seus olhos explodirem e então dissecar seu corpo, ele se sentia mais realizado a cada órgão que retirava do animal e a cada gota de sangue que caía no chão, e por mais que parecesse improvável ele sempre foi capaz de sair impune.
Após voltar do trabalho depois de se segurar muito para não cometer nenhum dos atos cunhados por Walter, Alex viu-se completamente incapaz de movimentar-se, pela primeira vez Walter havia obtido controle total, Alex tinha baixado a guarda e foi deixado em segundo plano de sua própria existência, ele tentou voltar ao controle mas não conseguiu, apenas podia observar tudo o que estava acontecendo, acabara de experienciar um dos piores momentos de sua vida, Walter foi a cozinha, pegou uma faca e então foi de encontro com seus pais cortando-lhes a jugular, deixou-os sangrando até a morte, ele estava tão distraído se divertindo com os corpos mortos que Alex conseguiu voltar ao comando, ódio corria por suas veias, ele pensou em se matar mas não conseguiu sentir remorso pois não havia cometido tal crime, apenas tinha sido o receptáculo, seu corpo cometera o ato, além disso ele sabia que o que havia sido feito não tinha volta.
Do outro lado da cidade em que Alex vivia Mary acabara de acordar de um terrível pesadelo o que a deixou um pouco nervosa, mas, mesmo assim, ela continuou sua vida normalmente, tomou café, fez um cafuné em seu cachorro e foi ao trabalho, lá foi-lhe feita uma proposta intrigante, trabalhar do outro lado da cidade na sede da empresa, algo que lhe traria muitos benefícios, uma proposta que foi aceita facilmente.
Dois dias após a proposta ter sido feita Mary finalmente pôde ir trabalhar na sede, lá conheceu os que seriam seus colegas de trabalho, sendo eles Alex, Joey, Stanley, Sara e Lucy, pessoas aparentemente de boa índole que a aceitaram muito bem, mesmo que Alex parecesse um pouco nervoso por algum motivo, ele estava olhando frequentemente para Mary o que a deixou um pouco desconfortável, mas, mesmo assim, ela não se importou muito.
Mary percebera com o tempo no novo ambiente de trabalho que Alex não era como os outros, ele era reservado, misterioso e muito charmoso, ela chegou a ter uma quedinha por ele e um certo interesse em conhecê-lo melhor, chegou a tentar puxar assunto com ele mas ele não era muito bom de conversa, se mostrava muito tímido, até que certo dia ele estava diferente, parecia mais animado e extrovertido, até chamou-a para conversar e a convidou para jantar em sua casa, ela aceitou.
A noite Mary foi a casa de Alex, ele estava nervoso novamente, ela estava sentindo um cheiro estranho, Alex disse que o esgoto em seu bairro estava com um vazamento, eles jantaram e então ele convidou-a a ficar em casa pois havia começado a chover, ela ficou e então conversaram por umas três horas, até que Alex decidiu mostrar o porão de sua casa dizendo que haviam várias antiguidades algo que Mary disse ter muito interesse, ao chegar ao porão Mary levou uma pancada na cabeça e ficou inconsciente.
Duas horas depois de Mary levar a pancada ela abriu os olhos e estava em um cômodo numa cama, amarrada com fita tampando sua boca, não era capaz de gritar por socorro, ao olhar em volta percebeu que todos os seus colegas de trabalho estavam lá amordaçados e com diversos cortes profundos em seus corpos, Alex entrou lentamente na sala e deu oi a Mary, ela estava se debatendo, alguns sons saíam dela mas nada grande o suficiente para que alguém de fora conseguisse ouvir, Alex abriu um armário e podia-se ouvir sons de objetos afiados, objetos que provavelmente seriam usados para machucar Mary, ele retirou uma serra, olhou para Mary e disse que não era mais o Alex e sim Walter, ele queria que ela soubesse quem estaria a torturando, Walter cortou os pés e as mãos de Mary com a serra, cortou seus seios com uma faca de cozinha comum, jogou ácido em seu rosto e quando percebeu que já estava morta sodomizou o corpo e então descartou-o em um lago.
Alex já não era mais capaz de se controlar e Walter ficava no comando continuando então sua rotina de assassinatos, sempre torturando cruelmente suas vítimas e deixando sua marca, um corte em forma de W no peito de cada uma delas.
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